92 99407-3840

PGR quer Pix de R$ 60 bilhões de Vorcaro para negociar delação

A principal exigência da Procuradoria-Geral da República para fechar um acordo de delação premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro é o pagamento à vista do valor estipulado na negociação em troca de eventual redução de pena.

Segundo informações das investigações, o montante discutido pode chegar a R$ 60 bilhões, valor que seria o maior já negociado em um acordo de colaboração premiada no país.

Ajude o Portal Folha da Floresta

PGR quer evitar renegociações futuras

A exigência do pagamento imediato é vista pela PGR como uma forma de evitar futuras tentativas de renegociação de multas bilionárias, como ocorreu em outros acordos firmados no Brasil.

Um dos exemplos citados nos bastidores é o da holding J&F, dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista.

Em 2017, o grupo fechou um acordo de leniência que previa devolução de R$ 10,3 bilhões. Atualmente, a empresa tenta reduzir o valor para R$ 1 bilhão em disputa judicial que ainda segue em andamento.

PF recusou proposta de colaboração

A Polícia Federal já rejeitou a proposta inicial de delação apresentada por Vorcaro, sob argumento de que o material entregue não trouxe novidades relevantes às investigações.

Apesar disso, a PGR ainda não anunciou oficialmente uma decisão definitiva sobre a negociação.

André Mendonça autoriza retorno a cela especial

Nessa sexta-feira (22), o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, autorizou o retorno de Vorcaro para uma cela especial.

Horas antes, ele havia sido transferido para uma cela comum após a rejeição da proposta de colaboração pela Polícia Federal.

Vorcaro está preso desde maio deste ano, investigado por suspeitas de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Defesa troca advogado novamente

O ex-banqueiro também trocou de advogado pela segunda vez desde a prisão.

O criminalista José Luis Oliveira Lima deixou a defesa após fracassar na tentativa de fechar o acordo de delação e se indispor com o ministro André Mendonça.

Antes dele, Pierpaolo Bottini também abandonou o caso por possíveis conflitos de interesse envolvendo clientes que poderiam ser citados na colaboração.

Via Metrópoles

Compatilhe