Como o rio Solimões sofreu mudança de curso ao longo dos anos, material achado agora pelo Iphan possui grande relevância arqueológica.
A seca intensa que afeta os rios da região amazônica, provocada pela estiagem histórica, trouxe à tona as ruínas do Forte São Francisco Xavier, localizado no município de Tabatinga, a 1.108 quilômetros de Manaus.
Essa situação propiciou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a oportunidade de registrar um acervo inédito, incluindo o local nas listas do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos.
Erguido em 1766, o Forte São Francisco Xavier situado na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, foi uma propriedade da Coroa Portuguesa. Em razão de sua posição estratégica, o Iphan ressalta que a construção no ponto extremo do rio Solimões representa um marco significativo na consolidação da fronteira brasileira na região Norte do país.
Diversos vestígios arqueológicos, como fragmentos de louças, vidros, materiais construtivos e peças de ferro, foram encontrados no local, possibilitando uma compreensão mais aprofundada sobre a história e a ocupação da região ao longo do tempo.
A descoberta dessas ruínas, ocasionada pelo baixo nível das águas em decorrência da seca, permitiu uma nova visão da importância histórica e cultural dessas estruturas que estavam submersas. A inclusão no cadastro nacional representa um avanço na preservação e no estudo desses sítios arqueológicos, possibilitando a compreensão mais ampla do patrimônio histórico da região amazônica.