O prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida faz parte das restrições impostas ao político no âmbito da investigação que resultou na Operação Dinastia do Lago, da Polícia Federal.
Além do monitoramento eletrônico, Adail está proibido de manter contato com outros investigados, servidores públicos e pessoas relacionadas ao caso. Ele também não pode acessar secretarias, órgãos, autarquias e empresas públicas de Coari sem autorização judicial.
A decisão ainda determina que o prefeito afastado se apresente periodicamente à Justiça, entregue o passaporte e fique impedido de deixar o município ou o país. O descumprimento das medidas pode resultar em prisão.
A Operação Dinastia do Lago foi deflagrada pela PF em 16 de setembro e levou ao afastamento de Adail da Prefeitura de Coari. A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da administração municipal. Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari.
As apurações começaram após a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo com empresários durante uma viagem entre Manaus e Brasília, em 2025. Segundo a PF, o material apreendido ajudou a ampliar a investigação sobre contratos públicos e movimentações financeiras relacionadas à Prefeitura de Coari.
A defesa de Adail afirma que as buscas e medidas judiciais não representam comprovação de culpa e sustenta que o prefeito afastado não teria relação com os fatos investigados.
Fonte: cenarium