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Plínio vai cobrar explicações sobre destino de gado apreendido em operações do Ibama e ICMBio na Amazônia

O senador Plínio Valério anunciou que irá cobrar formalmente do Ministério do Meio Ambiente esclarecimentos sobre o destino de milhares de cabeças de gado apreendidas durante operações realizadas pelo Ibama e pelo ICMBio na Amazônia. A iniciativa surge após denúncias apresentadas por produtores rurais e debatidas em audiência pública no Senado, envolvendo mortes de animais, supostos maus-tratos e falta de informações sobre a destinação dos rebanhos confiscados.

A preocupação do parlamentar ganhou força após relatos apresentados na Comissão de Agricultura do Senado apontarem que parte dos animais apreendidos morreu enquanto estava sob a responsabilidade de depositários designados durante as operações ambientais.

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Um dos casos citados ocorreu no município de Uruará, no Pará, onde, segundo os relatos apresentados na audiência, dos 337 bovinos apreendidos, 118 morreram durante o período em que permaneceram sob guarda de um depositário intermediário. Os animais que posteriormente retornaram aos proprietários por decisão judicial teriam sido devolvidos em condições precárias de saúde.

Durante a audiência, o então representante do Ibama e atual presidente do órgão, Jair Schmitt, afirmou que a legislação transfere ao depositário a responsabilidade pela guarda dos animais apreendidos.

“Quando alguém assume a posição de depositário e não cumpre suas obrigações de cuidar dos bens, essa pessoa deve responder pelos prejuízos”, declarou Schmitt durante o debate.

A manifestação foi interpretada por Plínio Valério como insuficiente diante dos questionamentos levantados por produtores rurais e entidades ligadas ao setor agropecuário.

Segundo o senador, sua assessoria jurídica avalia qual instrumento legislativo será utilizado para solicitar oficialmente informações ao Ministério do Meio Ambiente, pasta responsável pela supervisão do Ibama e do ICMBio.

Entre os principais pontos que deverão constar no documento estão os mecanismos de rastreabilidade dos animais após as apreensões, incluindo transporte, armazenamento, eventual abate, doação e destinação final dos rebanhos.

O parlamentar também pretende questionar a legalidade das operações, a existência de autorizações judiciais, a garantia do direito de defesa aos proprietários, a emissão de documentação sanitária e a transparência sobre a movimentação econômica envolvendo os animais apreendidos.

Outro ponto que será alvo dos questionamentos diz respeito ao quantitativo de animais apreendidos em cada operação, quantos morreram sob custódia, quantos foram abatidos e quais frigoríficos receberam os lotes destinados pelos órgãos ambientais.

Plínio ainda pretende solicitar informações sobre a quantidade de carne produzida a partir dos animais apreendidos, os valores eventualmente arrecadados com a destinação dos rebanhos e quem recebe os recursos provenientes dessas operações.

O senador também quer esclarecimentos sobre os critérios utilizados para autorizar doações dos animais, a participação de prefeituras nesse processo e a eventual indenização aos proprietários nos casos em que os rebanhos tenham sido doados ou tenham morrido durante o período de apreensão.

Para o parlamentar, a divulgação de relatórios completos sobre as operações é fundamental para garantir transparência e segurança jurídica tanto para os produtores quanto para os órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental.

A expectativa é que os questionamentos sejam formalizados junto ao Ministério do Meio Ambiente nos próximos dias, ampliando o debate sobre os procedimentos adotados nas operações ambientais realizadas na Amazônia.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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