O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período em que ele cumpre prisão domiciliar.
O pedido foi apresentado pela defesa de Bolsonaro, que informou que a comitiva argentina seria composta por Milei, pela secretária-geral da Presidência e irmã do presidente argentino, Karina Milei, pelo chanceler Pablo Quirino e por um intérprete.
Na decisão, Moraes manteve as restrições impostas ao ex-presidente, incluindo a proibição de receber determinadas visitas e de realizar manifestações de caráter político.
Segundo o ministro, Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares ao permitir a divulgação de uma carta com conteúdo político, lida publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro durante um evento realizado no último dia 11.
Para Moraes, há indícios de que o ex-presidente tinha conhecimento prévio da divulgação da mensagem, o que, na avaliação do magistrado, configura desrespeito às condições estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também apontou possível violação das medidas cautelares. Apesar disso, o órgão se manifestou pela manutenção da prisão domiciliar, sem solicitar o agravamento das restrições impostas ao ex-presidente.
Fonte: G1