O Ministério Público da Bolívia expediu, na quarta-feira (30/7), um mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, acusado de liderar os protestos e bloqueios de rodovias que atingiram o país entre maio e junho deste ano. As manifestações provocaram interrupções no transporte e afetaram o abastecimento de alimentos e combustíveis em diferentes regiões bolivianas.
Entre as acusações apresentadas pelas autoridades estão insurreição armada contra a segurança do Estado, terrorismo, atentado contra os meios de transporte e serviços públicos, associação criminosa e incitação à prática de crimes. A investigação também inclui dirigentes sindicais e representantes de organizações camponesas.
Ex-presidente nega acusações e atribui processo a perseguição política
Após a divulgação da ordem judicial, Evo Morales afirmou que a medida tem motivação política e responsabilizou o governo do presidente Rodrigo Paz pela crise enfrentada pelo país. Segundo o ex-presidente, as mobilizações ocorreram em resposta ao cenário econômico e social da Bolívia, negando que tenha cometido os crimes apontados pela Promotoria.
Os protestos começaram em maio, liderados por trabalhadores rurais e pela Central Operária Boliviana (COB), que contestavam medidas do governo. Após um acordo firmado entre o Executivo e a entidade sindical no fim de junho, os bloqueios remanescentes foram suspensos. Na sequência, o governo decretou estado de emergência para reforçar as ações de segurança e restabelecer a circulação nas rodovias.
Com informações de Metrópoles