Os Estados Unidos intensificaram a retirada de civis em Guam e nas Ilhas Marianas do Norte com a aproximação do supertufão Bavi, que deve tocar o solo na madrugada de segunda-feira (6) com ventos próximos a 260 km/h, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS). O potencial destrutivo é equivalente ao de um furacão de categoria quatro ou cinco.
O alerta emitido falava em riscos “catastróficos” pelas inundações e potencial de criar ondas de até 11 metros de altura na região. Na manhã deste domingo (5), porém, o serviço meteorológico americano indicou que Guam pode escapar dos efeitos mais graves do supertufão, que está subindo para o Norte. Ainda assim, a ilha deve ser afetada por rajadas de vento de até 160 km/h.
Esse tipo de ciclone tropical é comum no Pacífico, mas sua intensidade foi agravada pelo fenômeno El Niño, que deve atingir seu pico entre setembro e o início da primavera no Hemisfério Sul, conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM), A previsão é de mais ondas de calor, secas, chuvas intensas e outros eventos extremos em diversas regiões do planeta.
Evacuação
Conforme a BBC News, Guam abriu cinco centros de evacuação em suas escolas, com prioridade a pessoas em situação de vulnerabilidade. A ilha tem cerca de 170 mil habitantes e é um destino turístico por suas praias no verão.
Os efeitos do fenômeno devem ser sentidos no Pacífico nas 10 horas antes e depois do pico de força do Bavi.
Em abril, o supertufão Sinlaku já havia atingido Guam e as Ilhas Marianas do Norte, matando 17 pessoas e causando cerca de US$ 1,5 bilhão em danos à infraestrutura local. O Bavi será o 11º ciclone tropical de categoria quatro ou cinco a atingir o território dos EUA nos últimos 10 anos. Para efeito de comparação, foram 10 registrados nos 57 anos anteriores.
Fonte: SBT News