Um caso de violência contra animal silvestre chocou moradores na madrugada deste sábado (21), na região da Quebra Coco, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. Uma capivara foi atacada por um grupo de homens, e toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.
As imagens mostram o animal caminhando pela via durante a madrugada, quando passa a ser seguido por cerca de oito pessoas armadas com pedaços de madeira.
Em determinado momento, a capivara tenta escapar, mas é cercada e agredida repetidamente. Mesmo tentando fugir, ela acaba caindo após os golpes. Logo em seguida, os envolvidos deixam o local.
Moradores da área relataram que o animal ficou em estado grave após o ataque. A Garras da Lei informou que conseguiu localizar a capivara, que foi encaminhada para avaliação com um veterinário especializado em fauna silvestre.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde do animal. Os Policiais civis da 37ª Delegacia de Polícia prenderam seis homens e apreenderam dois menores acusados de agredirem a capivara neste sábado (21), no Guarabu.
A ação policial aconteceu logo após relatos de uma moradora, quando as equipes da unidade iniciaram a investigação, que resultou na detenção dos envolvidos em flagrante, informou a polícia. A 37ª DP segue com as investigações para mais esclarecimentos sobre o caso.
Os maiores responderão pelos crimes de maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Já os adolescentes responderão por atos infracionais análogos aos crimes de maus-tratos e associação criminosa. O delegado Felipe Santoro destacou:
“Trata-se de um crime brutal, que choca a sociedade. Verificamos que o animal estava no local sem oferecer qualquer risco a terceiros, e ainda assim foi deliberadamente atacado. Os envolvidos aguardaram a presença do animal para praticar a agressão até a morte. Eram oito pessoas contra um animal completamente indefeso. É um ato de extrema crueldade contra um ser que não representava ameaça alguma, encontrando-se acuado e vulnerável.”
Fonte: O Globo