Mais de 2,2 mil pessoas deixaram de receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Manaus em decorrência da retenção de macas nas unidades de saúde da capital. O dado foi apontado pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), que acompanha a situação e alerta para os impactos provocados pela demora na liberação dos equipamentos utilizados pelas ambulâncias.
A retenção ocorre quando as equipes do Samu chegam às unidades de saúde transportando pacientes, mas precisam permanecer no local aguardando a devolução das macas. Enquanto os veículos ficam parados, as ambulâncias deixam de estar disponíveis para atender novas ocorrências, reduzindo a capacidade de resposta do serviço diante da demanda de urgência e emergência.
Segundo a Defensoria, o problema provoca um efeito em cadeia no atendimento, já que uma ambulância retida representa um veículo a menos circulando pela cidade para atender chamados. Com isso, pacientes que precisam do Samu podem enfrentar maior tempo de espera até a chegada de uma equipe, especialmente em situações que exigem atendimento e transporte imediato.
A situação também está relacionada à dinâmica das unidades que recebem os pacientes encaminhados pelo Samu. Quando há demora na transferência ou na acomodação dos pacientes dentro dos hospitais e prontos-socorros, as macas utilizadas pelas equipes permanecem ocupadas, impedindo que as ambulâncias sejam liberadas rapidamente para retornar ao atendimento.
Para a Defensoria, a liberação das macas é fundamental para garantir a continuidade do serviço e evitar que ambulâncias permaneçam estacionadas nas portas das unidades de saúde. A indisponibilidade dos veículos compromete a capacidade operacional do Samu e pode afetar diretamente o atendimento de pessoas que aguardam socorro em diferentes pontos de Manaus.
O levantamento da DPE-AM chama atenção para um problema que ultrapassa a estrutura do próprio Samu, envolvendo também o fluxo de atendimento e a capacidade de absorção das unidades de saúde que recebem os pacientes. A retenção dos equipamentos acaba impactando toda a rede de urgência e emergência, ao impedir que as ambulâncias retornem às ruas no menor tempo possível.
Diante dos números apresentados, a
Defensoria acompanha o caso e cobra providências para reduzir a retenção de macas e garantir que as ambulâncias possam permanecer disponíveis para atender novos chamados, evitando que mais pacientes fiquem sem assistência do serviço de emergência na capital amazonense.
Fonte: G1