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Ministro do STJ rejeita habeas corpus e mantém presa mãe de Djidja Cardoso no Amazonas

O ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, negou o pedido de liminar para a soltura de Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Festival Folclórico de Parintins, Djidja Cardoso, encontrada morta em maio de 2024, em Manaus.

Na decisão assinada nessa quarta-feira (6), o magistrado afirmou que, em análise preliminar do caso, não identificou os requisitos necessários para conceder a medida de urgência solicitada pela defesa.

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“Não verifico, neste juízo de cognição sumária, a presença concomitante dos requisitos indispensáveis à concessão da medida de urgência”, destacou o ministro ao rejeitar o pedido de habeas corpus.

Cleusimar segue presa no processo que investiga o esquema envolvendo o grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”, apontado pela Polícia Civil como responsável por incentivar o uso indiscriminado de drogas sintéticas em Manaus.

O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Djidja Cardoso, ocorrida no dia 28 de maio de 2024. A ex-sinhazinha do Boi Garantido foi encontrada morta dentro da residência onde morava, aos 32 anos.

Segundo as investigações, a família teria criado o grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”, onde ocorria o consumo frequente de ketamina — substância de uso veterinário com efeitos alucinógenos e potencial de dependência química.

Além de Cleusimar, também foram presos o irmão de Djidja, um coach, o proprietário e um sócio de uma clínica veterinária suspeita de fornecer a substância ao grupo.

A investigação aponta que o uso da droga acontecia de forma contínua e sem controle, dentro de um ambiente associado a práticas espirituais e religiosas.

Meses antes da morte, Djidja havia relatado publicamente que enfrentava problemas de saúde mental, incluindo depressão. Em publicação feita nas redes sociais no aniversário de 32 anos, em fevereiro de 2024, ela afirmou ter superado “meses doente”, mencionando depressão e gastrite.

Entre 2016 e 2020, Djidja Cardoso ficou conhecida nacionalmente por representar a personagem sinhazinha da fazenda no Festival Folclórico de Parintins, defendendo o item pelo Boi Garantido e se tornando uma das figuras mais populares do espetáculo cultural amazonense.

Fonte: G1

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