92 99407-3840

Gilmar Mendes pede investigação de Zema no inquérito das fake news

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, seja investigado no inquérito das fake news. A solicitação foi feita por meio de uma notícia-crime encaminhada ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

O procedimento está sob sigilo. As informações foram confirmadas nesta segunda-feira (20).

Ajude o Portal Folha da Floresta

O pedido foi apresentado após Zema divulgar, nas redes sociais, um vídeo que sugere condutas ilícitas do decano do STF. O material foi produzido com uso de inteligência artificial.

Edição falsa

No documento, Gilmar Mendes afirma que o vídeo utiliza recursos avançados de edição para simular, de forma realista, as vozes de integrantes da Corte. Segundo ele, o diálogo tem o objetivo de atingir a imagem do STF.

“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de deep fake, o vídeo emula as vozes de Ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”, alegou o magistrado.

Gravação

Na gravação, Gilmar aparece em uma conversa fictícia com o ministro Dias Toffoli, em referência ao caso Banco Master. Os dois são retratados por bonecos.

O vídeo simula um diálogo sobre a decisão de Gilmar que anulou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, ligada à família de Toffoli. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado.

Inquérito das fake news
Aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF Dias Toffoli, o inquérito das fake news apura ataques e a disseminação de informações falsas contra a Corte e seus integrantes. Sob relatoria de Alexandre de Moraes, o procedimento foi prorrogado diversas vezes e segue em andamento.

Maridt e Master
A Maridt Participações, empresa dos irmãos do ministro Dias Toffoli — e da qual ele próprio afirmou ser sócio — vendeu participação no resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ao Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. O fundo é administrado pela gestora Reag, ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Fonte: Gazeta do Povo

Compatilhe