A forte chuva que atingiu Manaus nesta quinta-feira (13), agravou a situação de uma cratera no Conjunto Canaranas, bairro Cidade Nova, na zona norte da capital. O local, que já havia registrado um deslizamento fatal em março deste ano, voltou a ceder e ameaça novas residências.
Moradores relataram momentos de desespero e disseram ter precisado quebrar muros de casas para conseguir sair da área de risco. A força da água ampliou o buraco, que avança sobre construções e preocupa famílias da região.
O primeiro deslizamento na área aconteceu em março deste ano, quando a líder comunitária Sammya Maciel, de 45 anos, morreu soterrada após tentar socorrer vizinhos que tiveram as casas atingidas pela terra.

Na época, nove casas de alvenaria foram destruídas, dez famílias ficaram desabrigadas e cinco pessoas ficaram feridas.
Sammya era conhecida por atuar em projetos sociais e mobilizações comunitárias no bairro. Um dos moradores, que preferiu não se identificar, relembrou o episódio com tristeza:
“A Sammya veio socorrer as pessoas e, infelizmente, perdeu a vida. A gente tenta fazer o mesmo agora, ajudando quem está em risco.”
Mesmo após a tragédia, moradores afirmam que a situação do barranco piorou ao longo do ano. Para os moradores, a tragédia era questão de tempo. Dona Marlene, que vive há mais de 25 anos no local, contou que precisou sair correndo de casa quando parte do terreno cedeu.
“A gente está numa ansiedade horrível. Tem medo de chover, medo da notícia. Já sabíamos que isso ia acontecer”, relatou.
Famílias da Comunidade Fazendinha 2, localizada logo abaixo da encosta, também relatam apreensão. Elas cobram intervenções urgentes do poder público, como obras de contenção e drenagem.
Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg) informou que a Defesa Civil Municipal está atuando no atendimento às famílias afetadas da área em Manaus.
As equipes realizaram o isolamento da área, orientaram os moradores sobre as medidas de segurança e retiraram preventivamente as famílias que estavam em situação de risco.
Como parte da assistência emergencial, o auxílio-aluguel foi disponibilizado para garantir moradia temporária às famílias atingidas. A secretaria reforçou que segue monitorando a área e prestando suporte contínuo aos moradores.
Fonte: defesa civil municipal