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IMAGEM FORTE: Refém israelense é forçado a cavar a própria cova em cativeiro do Hamas

Vídeo divulgado com autorização da família mostra Evyatar David debilitado e pedindo socorro ao governo de Israel

O grupo terrorista Hamas divulgou, nesta semana, um vídeo perturbador em que o refém israelense Evyatar David, sequestrado durante o ataque ao festival de música em Reim, no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, aparece cavando o que acredita ser sua própria sepultura.

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As imagens, enviadas às Forças de Defesa de Israel (FDI) e autorizadas pela família para divulgação pública, mostram David dentro de um túnel estreito, com aparência visivelmente abatida: ele está magro, pálido, com a barba por fazer e voz fraca. No local, há um calendário improvisado onde o refém marca os dias em que recebeu comida, e vários dias seguidos em que permaneceu em jejum.

Durante a gravação, ele cava o chão de terra com as mãos e declara:

“Esta é a sepultura em que acho que vou ser enterrado. O tempo está se esgotando. Vocês são os únicos que podem acabar com isso”, diz, referindo-se ao governo israelense.

Evyatar relata estar em situação extrema há meses, com falta de comida e água, vivendo sob condições desumanas. Em determinado momento, ele recebe uma lata de comida das mãos de um sequestrador fora da câmera. “Esta lata é por dois dias. Essa lata inteira é por dois dias, para que eu não morra”, afirma.

O vídeo também traz uma mensagem direta ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu:

“Fui completamente abandonado por você, meu primeiro-ministro, que deveria se preocupar comigo e com todos os prisioneiros mantidos pelo inimigo.”

Evyatar David foi um dos centenas de civis sequestrados durante o ataque coordenado pelo Hamas em outubro de 2023, que deu início à atual guerra entre Israel e o grupo extremista. Desde então, familiares dos reféns têm pressionado o governo israelense por negociações e resgates imediatos.

O material divulgado reacende o debate interno em Israel sobre a conduta do governo na gestão da crise dos reféns e evidencia o nível de sofrimento enfrentado por aqueles ainda mantidos em poder do Hamas.

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