O armamento foi apreendido e encaminhado à delegacia como parte das investigações
Um homem identificado como João Vitor Nunes Amorim, de 22 anos, morreu na noite desta quinta-feira (24), no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, após não resistir aos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Ele foi a segunda vítima de um ataque brutal ocorrido na noite anterior, na região da Praia Dourada, bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.
João Vitor e o amigo, Thiago Lima dos Santos, estavam em uma confraternização no local e foram surpreendidos por pelo menos 10 criminosos armados, enquanto seguiam para o estacionamento, localizado na avenida Cláudio Mesquita. O grupo foi cercado e alvejado com dezenas de tiros. Thiago morreu no local após ser atingido por 38 disparos, segundo informações da Polícia Militar.

João chegou a ser socorrido por pessoas que estavam no evento e foi levado às pressas ao hospital, mas seu quadro clínico se agravou e ele veio a óbito horas depois.
No veículo utilizado pelas vítimas para chegar ao local da confraternização, os policiais encontraram um revólver e 26 munições intactas. O armamento foi apreendido e encaminhado à delegacia como parte das investigações.
Possível conexão com execução de “Pequena”
Um detalhe que chama a atenção dos investigadores é que Thiago Lima era viúvo de Daiane Seixas Santos, conhecida como “Pequena”, executada no dia 14 de setembro de 2023, em um condomínio também no bairro Tarumã. Na ocasião, criminosos invadiram a residência dela, pularam o muro do condomínio e efetuaram vários disparos. Daiane estava grávida no momento do crime e morreu na hora.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) agora trabalha com a possibilidade de ligação entre os dois crimes. A principal linha de investigação considera que ambas as mortes podem estar relacionadas a conflitos entre facções criminosas que atuam na capital.
A polícia deve utilizar imagens de câmeras de segurança da área, depoimentos de testemunhas e a análise da arma apreendida para tentar identificar os autores do ataque e esclarecer se há uma rede de vingança em curso por trás das execuções.
As famílias das vítimas ainda não se pronunciaram oficialmente. O caso segue sob investigação.
Fonte: tucumã