Manifestações ocorreram após operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na Venezuela.
Santiago (Chile) – Centenas de venezuelanos tomaram as ruas de Santiago, no Chile, na manhã deste sábado (3), em manifestações de apoio à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Os atos ocorreram após uma intervenção militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, que, segundo autoridades americanas, resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Sob gritos de “Obrigado, Chile”, manifestantes ocuparam vias centrais da capital chilena com bandeiras e camisetas nas cores da Venezuela.
O clima foi de comemoração entre opositores do regime chavista, que veem a detenção de Maduro como o possível fim de um ciclo de crise política, econômica e humanitária que levou milhões de venezuelanos a deixar o país nos últimos anos.
De acordo com informações divulgadas por autoridades dos EUA, o presidente Donald Trump teria autorizado “há alguns dias” a operação que culminou na captura de Maduro.
A missão foi executada pela Força Delta do Exército americano, com apoio de agências de segurança, após a localização do líder venezuelano ter sido rastreada pela CIA. Segundo um senador republicano, Maduro foi preso para ser julgado nos Estados Unidos.
A operação militar teve início por volta das 3h (horário de Brasília) e atingiu Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram fortes explosões, colunas de fumaça e o sobrevoo de aeronaves militares por aproximadamente 90 minutos.
Em algumas áreas da capital, houve interrupção no fornecimento de energia elétrica. Moradores de cidades costeiras afirmaram que o céu ficou avermelhado durante os bombardeios e que o solo chegou a tremer.
Paralelamente à ação, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos proibiu aeronaves americanas de operarem no espaço aéreo venezuelano, citando riscos de segurança em meio à atividade militar.
Segundo o governo americano, Maduro e Cilia Flores foram retirados do país por via aérea em uma ação conjunta envolvendo tropas de elite e forças policiais dos EUA.
Em Santiago, as autoridades chilenas acompanham as manifestações para garantir a segurança e informaram que os atos seguem de forma pacífica. O cenário observado na capital chilena se repete em outras cidades da América Latina com grandes comunidades de imigrantes venezuelanos, onde há expectativa sobre os próximos desdobramentos políticos no país.
Já o governo venezuelano reagiu duramente à operação. Em comunicado oficial, classificou a ação dos Estados Unidos como uma “agressão militar” e declarou estado de emergência em todo o território nacional.
A nota afirma que a intervenção representa uma “flagrante violação da Carta das Nações Unidas” e acusa Washington de tentar se apoderar de recursos estratégicos da Venezuela, como petróleo e minerais.