Veja o que está por trás da decisão que levou governo da Venezuela a estabelecer que servidor dará expediente apenas três vezes na semana
A Venezuela, sob o comando de Nicolás Maduro, reduziu a jornada de trabalho do serviço público de 40 horas para apenas 13,5 horas — o que significa que o funcionário dará expediente apenas três vezes na semana, das 8h às 12h30. O ditador atribui a necessidade de adotar a medida por conta da crise energética que afeta o país, que teria sido provocada por uma emergência climática.
O racionamento de energia e trabalho no setor público passou a vigorar na segunda-feira (24/3) e está previsto para durar seis semanas, com a perspectiva de ser renovado. Exclui os funcionários do setor educacional, abalado pelo êxodo de mais de 70% dos professores das salas de aula. Há seis anos, um apagão deixou 80% do país às escuras durante vários dias.

Em 2019, a redução da jornada de trabalho para economizar energia se mostrou incipiente: não evitou apagões, além de piorar a qualidade de vida dos venezuelanos.
O panorama econômico agora se agrava pela ação do governo Trump, que impôs uma tarifa de 25% aos países que negociarem petróleo e derivados com a Venezuela, provocando a maior queda do bolívar em quatro anos.
Empresas multinacionais, como a Chevron, já anunciaram a saída do país. Trata-se de mais uma ofensiva para sitiar o chavismo. Resta saber se, desta vez, funcionará.
Via G1