A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta segunda-feira (9/3), um mandado de prisão contra um delegado federal no Rio de Janeiro. A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pela coluna com fontes da PF.
A ação ocorre no âmbito de uma investigação que apura o vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho.
O caso está relacionado ao inquérito que resultou no indiciamento do deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias (foto em destaque)
Vazamento de informações
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de repassar informações sobre operações policiais a integrantes da facção criminosa.
O indiciamento inclui crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal.
A investigação aponta que dados relacionados à Operação Zargun, que tinha como alvo TH Joias, teriam sido antecipados.
De acordo com os investigadores, o vazamento teria permitido que o então parlamentar reorganizasse seu entorno antes do cumprimento dos mandados judiciais.
No dia anterior à operação, ele teria deixado o imóvel onde morava, na Barra da Tijuca, com sinais de retirada apressada de objetos.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações indicam a existência de uma rede de proteção institucional, com acesso a informações reservadas que teriam beneficiado integrantes da facção.
Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O desembargador Macário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, chegou a ser preso durante as investigações, mas não foi indiciado.
Segundo a Polícia Federal, a Lei Orgânica da Magistratura prevê procedimento específico para a responsabilização de magistrados.
Com informações do Metrópoles