A Polícia Nacional do Paraguai confirmou nessa quarta-feira (17) a participação de criminosos brasileiros no mega-assalto a bancos ocorrido na cidade de Santa Rita, localizada a cerca de duas horas de Foz do Iguaçu.
Segundo as autoridades paraguaias, o grupo responsável pela ação era formado por paraguaios e brasileiros. A estimativa é que aproximadamente 20 criminosos tenham participado do ataque.
Até o momento, dois suspeitos paraguaios foram presos durante operações realizadas após o crime. Além disso, os investigadores localizaram dois veículos incendiados que teriam sido utilizados na fuga dos assaltantes.
O comandante da polícia paraguaia, César Silguero, informou que a possibilidade de envolvimento de facções criminosas brasileiras segue sendo investigada.
Entre os grupos sob análise estão o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho. Segundo Silguero, a experiência das autoridades indica que uma dessas organizações pode ter ligação com a ação criminosa.
Explosivos e refém durante o ataque
De acordo com a polícia, o assalto ocorreu por volta das 2h da madrugada de terça-feira (16). Os criminosos utilizaram explosivos para atacar agências do Banco Familiar e do Banco GNB, conseguindo acessar os cofres das unidades.
O valor levado pelos assaltantes ainda não foi divulgado pelas autoridades.
Após as explosões, o grupo tentou invadir uma agência do Banco Ueno. Durante a ação, um vigilante foi feito refém.
Os policiais também encontraram um explosivo que não chegou a ser detonado em uma casa de câmbio da cidade.
Troca de tiros
Durante a ocorrência, um policial que patrulhava a região foi rendido e algemado pelos criminosos. Quando reforços chegaram ao local, houve troca de tiros entre os agentes e os assaltantes.
Apesar da intensidade da ação, ninguém ficou ferido. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a possível participação de organizações criminosas transnacionais no planejamento e execução do assalto.
Fonte: CNN Brasil