O Gabinete do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos na Colômbia condenou os ataques que deixaram pelo menos 18 mortos e mais de 50 feridos na quinta-feira (21).


Um helicóptero da polícia foi atingido por drone em Amalfi, Antioquia, matando 12 policiais, enquanto um carro-bomba em Cali provocou seis mortes e 65 feridos. Em nota publicada no X, a ONU pediu que grupos armados não estatais respeitem os direitos humanos e o direito internacional humanitário, diferenciando combatentes de civis.
A organização também solicitou que o governo colombiano atenda às vítimas e conduza investigações rigorosas para responsabilizar os autores. O presidente Gustavo Petro atribuiu os ataques ao Estado Maior Central (EMC), maior dissidência das Farc, afirmando que as ações foram uma “reação terrorista” a operações do Exército na região do Cañón del Micay, no Cauca.
O EMC é liderado por Néstor Vera, conhecido como “Iván Mordisco”, atuante em várias regiões do país.
Os ataques geraram pressão da sociedade colombiana por respostas mais firmes contra os grupos armados ilegais. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou que, após o ponto mais crítico do conflito em 2024, 2025 registra as piores condições humanitárias da última década na Colômbia.
Fonte: Agência Brasil