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Loja de açaí é interditada em Manaus após polícia encontrar peles e ossadas de animais

Uma operação conjunta interditou uma loja de açaí no Centro de Manaus após fiscais e policiais encontrarem peles e ossadas de animais silvestres no local.

O caso foi descoberto durante uma ação de rotina de órgãos municipais e estaduais na última sexta-feira (10).

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Segundo as equipes de fiscalização, o ambiente apresentava condições totalmente inadequadas para manipulação de alimentos, com produtos sem origem comprovada, uso de corantes irregulares e equipamentos enferrujados. O local foi lacrado e interditado após a constatação das irregularidades.

Local operava em condições precárias, dizem fiscais

A ação envolveu agentes da Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus), da Patrulha Ambiental (Patam), da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc) e da Polícia Civil.

De acordo com a fiscal de saúde Cristiane Ruwer, a loja não possuía estrutura mínima para o preparo de alimentos.

“Encontramos um espaço sem qualquer condição sanitária, com produtos mal armazenados e uso indevido de aditivos para modificar o aspecto do açaí. Era um risco à saúde pública”, afirmou.

Durante a vistoria, agentes identificaram materiais orgânicos em decomposição, o que levantou suspeitas de comércio ilegal de animais.

Suspeito é detido e responderá por crime ambiental

Um homem que estava no estabelecimento foi conduzido ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Demma) informou que ele deve responder por crime ambiental, por manter e possivelmente comercializar produtos de origem animal sem autorização.

A Polícia Técnico-Científica realizou perícia no local para determinar a origem dos restos de animais apreendidos. O material será analisado por especialistas.

Operações de fiscalização serão intensificadas em Manaus

Em nota, a Prefeitura de Manaus declarou que novas ações de fiscalização serão realizadas em diferentes áreas da cidade para coibir práticas ilegais e proteger a saúde da população.

O município reforçou que operações desse tipo são essenciais para garantir a segurança alimentar e combater o comércio irregular.

Com informações do G1

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