A Justiça do Amazonas condenou Sophia Morais a 1 ano e 4 meses de prisão, em regime aberto, pelo crime de exercício ilegal da medicina em Manaus.
A sentença foi proferida na sexta-feira (data da decisão) pela juíza Aline Kelly Ribeiro, da 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
A ré foi descoberta em maio de 2025 atuando ilegalmente como médica, apesar de ser formada em Educação Física e não possuir diploma em Medicina.
O julgamento ocorreu em outubro deste ano, quando Sophia Morais passou por audiência de instrução e julgamento. Após a análise do caso, a magistrada considerou procedente apenas a acusação de exercício ilegal da medicina, descartando os demais crimes apontados na denúncia.
Com a decisão, Sophia passou a cumprir pena em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, colocada no sábado seguinte à sentença.
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) denunciaram Sophia Morais por uma série de crimes, entre eles:
- falsidade ideológica;
- falsidade de identidade;
- exercício ilegal da medicina;
- estelionato contra vulnerável;
- falsidade material de atestado;
- curandeirismo;
- charlatanismo.
No entanto, a Justiça decidiu pela condenação apenas pelo crime de exercício ilegal da profissão.
Sophia Morais foi presa em maio de 2025 durante uma ação da Polícia Civil, realizada pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), enquanto ela estava em uma academia, em Manaus.
Durante as investigações, a polícia apurou que ela atendia crianças com cardiopatias, mesmo sem formação médica, o que causou grande repercussão e revolta na época.
As investigações apontaram que Sophia teria furtado o carimbo de uma médica do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), que possuía o mesmo nome, e utilizava o material para se passar por profissional da saúde.
Na residência da falsa médica, a polícia encontrou receitas médicas, carimbos, documentos e um jaleco, utilizados para sustentar a falsa atuação como médica.
Apesar da condenação, o Ministério Público do Amazonas informou que deve recorrer da sentença, por discordar da pena aplicada e da exclusão dos demais crimes denunciados. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades judiciais.
Fonte: Portal Norte