Uma reunião tensa no último sábado, em Apuí, reuniu vereadores, o prefeito Marquinhos da Macil, o secretário municipal de Meio Ambiente e diversos produtores rurais da região. O motivo foi a crescente insatisfação com as ações do IBAMA nas proximidades do rio Camaiú, que vêm provocando medo e revolta entre moradores, que se sentem desamparados e injustamente penalizados.

Logo no início, os produtores denunciaram a postura exclusivamente repressiva do órgão ambiental. Para eles, as multas e embargos atingem os pequenos enquanto grandes desmatadores seguem agindo. O prefeito Marquinhos questionou diretamente o comando da operação, pedindo sinais de trégua e mais clareza: “Tem alguma notícia que possa tranquilizar? Ou vai continuar caindo em cima da gente?”
O nome de Cleiton, um produtor local, foi citado como exemplo de trabalhador que ajudou a abrir caminhos na região sem grandes recursos. “O pessoal do Acari para cá foi privilegiado. Já quem ficou entre o Acari e o Camaiú pagou pelo povo da frente.”
Diante da pressão, o coordenador do IBAMA sinalizou abertura para diálogo: “Vamos avaliar o que pode ser feito. Tudo depende da coordenação nacional.” Um dos poucos consensos foi que pequenos produtores, especialmente os que vivem em áreas de reserva legal sem saber, devem receber tratamento diferenciado. Já os grandes proprietários de fora do município continuam sendo o principal foco das fiscalizações.
A reunião terminou com o compromisso de suspender as ações contra moradores locais já identificados como pequenos produtores. O clima continua tenso, mas a prefeitura se posiciona como intermediadora entre os agentes ambientais e a população, defendendo mais equilíbrio nas decisões e cobrando que as medidas sejam mais justas e sensíveis à realidade local.
Fonte:Assessoria de imprensa