O ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), comunicou nesta sexta-feira (19) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que entregará seu cargo.
A decisão ocorre após a cúpula do União Brasil aprovar uma resolução determinando a saída de todos os filiados que ocupam postos na gestão federal.
Pela manhã, Sabino esteve com Lula no Palácio da Alvorada para explicar sua posição. O ministro afirmou que pretende participar de algumas agendas já marcadas nos próximos dias e entregará a carta de demissão após o retorno do presidente de Nova York, previsto para quinta-feira (25).
Lula embarca no domingo (21) para os Estados Unidos, onde participa da Assembleia Geral da ONU.
União Brasil acelera desembarque do governo
Na quinta-feira (18), o União Brasil aprovou resolução que obriga todos os filiados a deixarem cargos no governo em até 24 horas.
O texto prevê punições disciplinares para quem descumprir a norma, incluindo a possibilidade de expulsão.
A decisão veio após reportagens apontarem suposta ligação do presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Rueda nega qualquer relação. Em nota, a sigla acusou o governo federal de usar a máquina pública para desgastar sua imagem.
Ministros de outras pastas não serão afetados
Apesar de o União Brasil controlar os ministérios do Desenvolvimento Regional e das Comunicações, os titulares Waldez Góes e Juscelino Filho não serão atingidos pela resolução como Celso Sabino.
Ambos não são filiados à legenda e ocupam os cargos por indicação política do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Sabino, que é deputado federal licenciado pelo Pará, desejava permanecer no cargo ao menos até a realização da COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém.
Nas últimas semanas, ele buscou apoio entre aliados para tentar reverter a decisão do partido, mas sem sucesso. Com a saída, ele retorna ao mandato na Câmara dos Deputados após dois anos à frente do Ministério do Turismo.
Fonte: G1