O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas alcançou R$ 161,7 bilhões em 2023, registrando crescimento de 2,05% em relação ao ano anterior.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e mantêm o estado na 16ª colocação no ranking nacional de economia.
No ano anterior, o PIB amazonense foi de R$ 145,1 bilhões, com alta de 3,27%. O desempenho positivo foi impulsionado especialmente pela indústria de transformação, administração pública e expansão dos setores imobiliário e financeiro.
Os resultados referentes a 2023 só foram apresentados agora porque o cálculo segue o método do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alinhado às diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU). O procedimento exige intervalo de dois anos entre o período analisado e a divulgação oficial.
A economia do Amazonas permanece diversificada, com o setor de serviços como principal fonte de receita, movimentando R$ 73,9 bilhões.
Entre as principais contribuições estão:
Administração pública: R$ 27,8 bilhões
Outros serviços: R$ 14,5 bilhões
Comércio e reparação de veículos: R$ 13,9 bilhões
As atividades imobiliárias registraram crescimento de 6,66%, enquanto o setor financeiro e de seguros avançou 9,46%.
Indústria cresce 12,47% e Polo Industrial se destaca
A indústria amazonense somou R$ 55,1 bilhões em 2023, apresentando alta de 12,47%. A indústria de transformação representa mais de 80% do setor e corresponde a 27,72% do PIB estadual.
No Polo Industrial de Manaus (PIM), a expansão foi de 2,21%, impulsionada pela produção de bebidas e equipamentos de transporte.
A construção civil teve avanço moderado, e a indústria extrativa apresentou crescimento leve.
O setor agropecuário movimentou R$ 7,4 bilhões, equivalente a 4,6% da economia estadual, e continua essencial para geração de renda e empregos em municípios do interior.
Seca histórica e impacto econômico
O secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, destacou que 2023 foi marcado por uma das secas mais severas já registradas no Amazonas, afetando a logística de transportes e distribuição de produtos.
“Ficamos 50 dias sem receber um navio vindo de fora de Manaus. O impacto foi muito forte na economia. Ainda assim, tivemos crescimento de 2,05%, o que é muito positivo, apesar de todos os pesares”, afirmou.
Para minimizar os prejuízos, o governo estadual, em parceria com empresas privadas, instalou portos temporários para manter o fluxo de cargas.
Panorama nacional
O PIB brasileiro chegou a R$ 10,9 trilhões em 2023, representando aumento de 3,24%. A alta foi impulsionada pela safra recorde de grãos, pelo avanço do mercado de trabalho e pelo controle da inflação.
Composição do PIB nacional:
59,18% serviços
22,14% indústria
6,02% agropecuária
12,65% impostos sobre produtos
São Paulo continua sendo a maior economia do país, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Na Região Norte, o Amazonas ocupa a segunda posição, atrás do Pará, que alcançou R$ 254,5 bilhões. O PIB regional chegou a R$ 646,5 bilhões, equivalente a 5,9% da economia nacional.
Via Assessoria de imprensa