O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general Walter Braga Netto a prestar depoimento em uma Ação Penal Militar que investiga um suposto esquema de desvio de armas do Exército no Rio de Janeiro.
Braga Netto será ouvido na condição de testemunha de defesa do tenente-coronel Alexandre Almeida, que chefiava, entre 2016 e 2018, o setor responsável pela fiscalização de armas e produtos controlados da 1ª Região Militar. Na época dos fatos investigados, Almeida era subordinado ao general.
O depoimento foi marcado para 10 de novembro e deverá ocorrer por videoconferência.
Defesa afirma que militar seguia ordens superiores
Os advogados de Alexandre Almeida sustentam que o tenente-coronel exercia suas funções seguindo determinações de superiores hierárquicos.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Militar, Almeida é apontado como o principal envolvido no suposto esquema de desvio.
As investigações apontam que armas entregues ao Exército para serem destruídas ou reinseridas na cadeia de suprimentos teriam sido apropriadas e posteriormente repassadas a outras pessoas.
Parte dos armamentos teria pertencido a militares da reserva ou a integrantes das Forças Armadas já falecidos.
Sistema do Exército teria recebido informações falsas
Ainda segundo a acusação, informações falsas teriam sido inseridas em sistemas internos utilizados pelo Exército para controle de armas.
O Ministério Público Militar também aponta que parte dos armamentos desviados teria sido utilizada para custear uma reforma na residência do tenente-coronel. Um serviço de marcenaria relacionado à obra teria custado aproximadamente R$ 21,5 mil.
Outras pessoas também são investigadas no caso e passaram a responder por acusações que incluem receptação, posse ilegal de arma de fogo e uso de documento falso.
Fonte: CNN brasil