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Novembro Azul: teste rápido pode ajudar a identificar alterações na próstata

Exame de PSA disponível em farmácias pode indicar necessidade de investigação médica; Amazonas tem estimativa de 490 novos casos de câncer de próstata em 2026

A chegada do Novembro Azul, campanha dedicada à saúde do homem e à conscientização sobre o câncer de próstata, traz um dado que ajuda a explicar por que o tema segue em evidência. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 casos novos da doença por ano no Brasil entre 2026 e 2028, o que a mantém como o tumor mais frequente entre os homens do país, sem contar o câncer de pele não melanoma.

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No Amazonas, a estimativa é de 490 novos casos em 2026, segundo o INCA, o que representa uma taxa de 22,47 casos a cada 100 mil homens. Desse total, 340 casos são esperados em Manaus, o equivalente a cerca de 69% das ocorrências estimadas no estado. A doença lidera entre os tumores masculinos no Amazonas, seguida pelos cânceres de estômago e de cólon e reto.

Embora o diagnóstico precoce possa ampliar as possibilidades de tratamento, a investigação deve considerar as características e os riscos individuais de cada paciente. Um exame capaz de sinalizar alterações na próstata é o de Antígeno Prostático Específico (PSA, na sigla em inglês), que pode ser feito até mesmo em farmácias.

“O PSA é um teste rápido, feito a partir de uma pequena quantidade de sangue, que mostra em poucos minutos alterações que podem indicar ou não a necessidade de investigação médica”, explica a farmacêutica Daniela Reis, da rede Santo Remédio. Segundo a farmacêutica, o procedimento não exige agendamento. Basta a pessoa ir a uma das farmácias que oferecem o teste, solicitá-lo no balcão e se dirigir ao espaço reservado dentro da loja, onde é realizado. Daniela reforça que a coleta é simples e que o paciente deixa a unidade com o resultado impresso, que pode ser levado a um médico.

Preconceito

A decisão de realizar exames para investigar o câncer de próstata deve ser discutida com um médico, considerando fatores como idade, histórico familiar e possíveis sintomas. Embora algumas sociedades médicas recomendem discutir o rastreamento a partir dos 50 anos, ou antes em grupos de maior risco, o Ministério da Saúde e o INCA não recomendam exames de rotina para homens sem sinais ou sintomas, devido aos possíveis riscos e benefícios envolvidos.

Apesar da facilidade de acesso ao teste, Daniela diz que ainda é comum encontrar homens que desconhecem o exame, em meio ao preconceito que também envolve outro procedimento utilizado na avaliação da próstata: o toque retal, realizado por médicos.

A resistência ao tema aparece até mesmo em pesquisas. Levantamento do Hospital A.C.Camargo com a Nexus, feito em setembro de 2024 com 966 homens de 16 anos ou mais em todo o país, mostrou que 44% não conhecem métodos de prevenção do câncer de próstata. Na mesma pesquisa, três em cada dez entrevistados disseram nunca ter feito nem pretender fazer o exame de toque retal.

“O teste rápido é uma triagem e não fecha diagnóstico. O PSA também pode subir por causas benignas, como inflamações e aumento da próstata, então, se o resultado vier alterado, o paciente deve procurar um urologista para fazer os exames complementares. E um resultado normal não substitui o acompanhamento médico de rotina”, destaca Daniela.

Sinais de alerta

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. Sua função é produzir parte do líquido que compõe o sêmen, contribuindo para a proteção e a nutrição dos espermatozoides.
Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas.

Quando eles surgem, os sinais mais comuns são dificuldade de urinar, demora para começar ou terminar de urinar, sangue na urina, diminuição do jato urinário e necessidade de ir mais vezes ao banheiro, de dia ou à noite.

Esses sintomas também podem estar associados a alterações benignas da próstata e não significam, necessariamente, a presença de câncer. Por isso, a orientação é procurar avaliação médica para identificar a causa e, quando necessário, realizar exames complementares.

Fonte: Repercussão
Foto: divulgação/IA

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