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Aviões enviados pelo governo federal para combater queimadas ficam parados em Manaus por falta de visibilidade

Seis aviões mobilizados pelo governo federal para reforçar o combate às queimadas no Amazonas permaneciam estacionados no aeroporto de Ponta Pelada, no bairro Crespo, zona sul de Manaus, na manhã desta quarta-feira (14). A falta de visibilidade, provocada pelas condições atmosféricas e pela fumaça dos incêndios, impediu a decolagem das aeronaves naquele momento.

Segundo o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, Joel Araújo Filho, os pilotos informaram que não havia condições seguras para iniciar os voos. A situação foi registrada por volta das 10h, quando as aeronaves ainda estavam no pátio do aeroporto.

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Mais tarde, o representante do Ibama informou que as equipes preparavam voos em altitude mais baixa para monitorar as áreas atingidas e avaliar a possibilidade de lançar água sobre os focos de incêndio. Até o momento das informações divulgadas, porém, não havia confirmação de quando as operações seriam iniciadas.

Reforço federal

O envio das aeronaves faz parte de uma mobilização do governo federal para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios florestais no Amazonas. Anunciada na segunda-feira (12), a operação prevê o emprego de 11 aeronaves, entre elas seis aviões Air Tractor, utilizados no combate direto ao fogo, além de 290 brigadistas.

A força-tarefa busca conter o avanço das chamas em meio ao agravamento das queimadas e aos impactos da fumaça sobre a qualidade do ar na capital amazonense e em outras regiões do estado.

A mobilização também ocorre após divergências entre os governos estadual e federal sobre pedidos anteriores de apoio para enfrentar os incêndios.

Fumaça dificulta o combate ao fogo

A baixa visibilidade representa um obstáculo para as equipes aéreas, especialmente nas operações que exigem voos em baixa altitude para identificar os focos de incêndio e realizar o lançamento de água. Nessas condições, a segurança dos pilotos e das equipes em terra precisa ser considerada antes da realização das missões.

Enquanto isso, Manaus continua enfrentando os efeitos da fumaça, que tem prejudicado a qualidade do ar e provocado a adoção de medidas preventivas, incluindo a suspensão de atividades escolares e o cancelamento de eventos ao ar livre.

Até a divulgação das informações, não havia um balanço detalhado sobre a quantidade de missões realizadas pelas seis aeronaves, as áreas atendidas ou o volume de água lançado durante a operação.

Fonte: Fatos Marcantes

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