A fumaça que encobre Manaus pode começar a diminuir nos próximos quatro dias, segundo previsão atribuída ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A expectativa ocorre após a capital amazonense registrar índices críticos de poluição atmosférica, associados às queimadas no estado.
A presença de fumaça tem comprometido a qualidade do ar em diferentes regiões da cidade. Na sexta-feira (9), os níveis de material particulado fino (MP2,5) chegaram a 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) em medições divulgadas pela Defesa Civil de Manaus, patamar considerado péssimo.
A evolução do cenário depende de fatores como a ocorrência de chuvas, a direção dos ventos e a continuidade das operações de combate aos incêndios. Mesmo que a fumaça diminua na capital, isso não significa necessariamente que todos os focos de queimadas no interior do Amazonas tenham sido controlados.
Queimadas continuam no Amazonas
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que o Ibama havia extinguido 229 incêndios no Amazonas desde o início da temporada e continuava atuando no combate a outros 20 focos ativos, conforme balanço divulgado na sexta-feira (9).
A crise também provocou divergências entre o Ibama e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas sobre a mobilização de equipes e aeronaves federais para combater as queimadas. Enquanto o governo estadual solicitou apoio aéreo, documentos divulgados pelos órgãos apontaram diferenças sobre a necessidade de reforço terrestre em determinados momentos.
Cuidados com a saúde
Enquanto a fumaça persistir, a recomendação é reduzir a exposição ao ar livre, evitar exercícios físicos em ambientes externos e manter a hidratação. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias devem ter atenção redobrada.
A população também pode acompanhar os indicadores de qualidade do ar por meio da plataforma Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que reúne dados de monitoramento ambiental.