92 99407-3840

CALOR EXTREMO: Sindicato pede redução das aulas à tarde e alerta para risco à saúde em escolas do AM

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) pediu a redução das aulas do turno vespertino em decorrência do forte calor que atinge o estado. A medida, segundo a entidade, tem como objetivo proteger estudantes e trabalhadores diante das altas temperaturas e das condições inadequadas de climatização em unidades escolares.

De acordo com o sindicato, há denúncias de escolas das redes estadual e municipal onde aparelhos de ar-condicionado não funcionam ou não possuem capacidade suficiente para amenizar o calor nas salas de aula.

Ajude o Portal Folha da Floresta

A preocupação aumenta diante da previsão de temperaturas elevadas ao longo de setembro. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas registrou 1.167 focos de calor entre os dias 1° e 7 de setembro, o maior número entre os estados brasileiros no período. Segundo o Sinteam, mesmo nas unidades onde os aparelhos de ar-condicionado estão funcionando, a climatização não é suficiente para suportar o calor, principalmente durante o período da tarde.

“Mesmo que a escola esteja com ar-condicionado funcionando, a demanda não suporta a quantidade de calor, principalmente nos turnos vespertinos” destacou Vanessa Antunes, representante do Sinteam.

Diante do cenário, o sindicato encaminhou ofícios às secretarias estadual e municipal de Educação solicitando a redução das aulas no turno vespertino como medida de proteção à saúde de estudantes e trabalhadores.

A reivindicação também é fundamentada na Nota Técnica Conjunta n° 23/2026, da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas — Dra. Rosemary Costa
Pinto (FVS-RCP). O documento alerta que altas temperaturas em ambientes não climatizados podem provocar estresse térmico, afetar a saúde de estudantes e professores e prejudicar o ambiente educacional.

“Essa é a realidade que vivemos. As escolas não comportam o calor. O pedido é para proteger trabalhadores da educação e estudantes diante das altas temperaturas e das condições inadequadas de climatização”, explicou
Vanessa.

O Sinteam afirma que continuará cobrando das autoridades uma resposta para os problemas relatados nas escolas e a adoção de medidas que garantam condições adequadas para estudantes e profissionais da educação.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Compatilhe