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Quem teria dado a ordem de atacar a tiros comício do União Brasil? Suspeitos falam

Os dois homens detidos sob suspeita de envolvimento no ataque a tiros que feriu um capitão da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) no bairro Novo Israel, zona norte de Manaus, teriam agido para interromper a preparação de um evento da campanha de Roberto Cidade (União Brasil). Os relatos foram atribuídos aos presos durante as ocorrências ocorridas na noite de quarta-feira.

De acordo com os depoimentos, os suspeitos teriam recebido a incumbência de efetuar disparos para forçar a retirada da estrutura de campanha da área. Um deles afirmou que a orientação era “só pra dar um tiro pra cima”, com o propósito exclusivo de intimidar. No entanto, a ação resultou em um tiro que atingiu o capitão Israel Queiroz, que estava no local. Ele foi socorrido e não corre risco de morte.

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Quem seria o mandante?

As versões apresentadas pelos presos divergem quanto à autoria da ordem. Um dos suspeitos mencionou um homem conhecido como “Macaco” como o intermediário do contato, que teria repassado o número de outro indivíduo, apelidado “Gordinho”, apontado como participante direto. O suspeito também citou a existência de um “patrão” ligado ao crime organizado, mas afirmou desconhecer sua identidade.

Em contrapartida, o segundo detido apresentou uma linha de investigação distinta, mencionando um homem identificado apenas como “CL” — a quem chamou de “Carlos” — como o responsável por ter dado a ordem para os disparos. Segundo esse relato, o suposto mandante estaria no Rio de Janeiro.

Alvo específico e “ordem do tráfico”

As declarações dos suspeitos indicam que a determinação não era genérica, mas visava especificamente as campanhas de Roberto Cidade e, em alguns relatos, também a do ex-governador Wilson Lima. Um dos presos resumiu a situação ao afirmar que a restrição era clara: “só não podia ter” atividades daqueles dois políticos na região, classificando a diretriz como uma “ordem do tráfico”.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga o caso. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem da ordem, a identidade do mandante ou a motivação exata para o ataque. As informações prestadas pelos suspeitos ainda precisam ser corroboradas pelas investigações em andamento.

Fonte: PC-AM

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