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Estagiário do MP cobrava R$ 500 mil para “blindar” traficante do PCC

A Operação Infiltrados, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (9/6), resultou na prisão do investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira, de um ex-estagiário do próprio MP, Gabriel Lira de Jesus (foto em destaque), e de um policial civil aposentado suspeitos de integrar um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações apontam que o grupo atuava em duas frentes distintas. Enquanto uma linha apura o possível repasse de informações estratégicas relacionadas a um plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco de Campinas, outra mira um esquema de extorsão que teria utilizado informações sigilosas obtidas dentro do próprio Ministério Público.

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Segundo os investigadores, o então estagiário teria se aproveitado do acesso a sistemas internos para identificar criminosos ligados à facção com elevado poder financeiro. A partir dessas consultas, ele passou a ser suspeito de participar de cobranças em troca de suposta proteção e da promessa de evitar o avanço de investigações.

A apuração indica que os dados utilizados nas abordagens eram obtidos em bancos de informações restritos e posteriormente compartilhados com outros integrantes do grupo.

O policial civil aposentado preso na operação também é apontado como integrante do esquema. As investigações indicam que ele teria auxiliado na obtenção de informações e no contato com possíveis vítimas das extorsões.

Já Maurício Aparecido de Oliveira, que ocupava cargo de chefia na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, é investigado por suposta ligação com pessoas envolvidas no plano para matar o promotor do Gaeco. O Ministério Público apura se informações sensíveis sobre a atuação do integrante do Gaeco foram compartilhadas com integrantes da organização criminosa.

As suspeitas surgiram durante o aprofundamento de investigações anteriores que já haviam identificado uma trama para executar o promotor responsável por importantes operações contra o PCC. Além das prisões, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão.

Com informações do Metrópoles

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